Médicos pedem exames excessivos para lucrar: mas como fica a sua saúde?

Segundo um estudo realizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os médicos dos convênios pagos pedem mais exames do que a média mundial. Em dois anos, o número de pedidos aumentou cerca de 22%.

O Brasil fica à frente de países desenvolvidos e ricos, como França, Estados Unidos e Alemanha neste tema. Em números absolutos: nestes lugares, a média é de 52 mil ressonâncias por 1 mil habitantes. 

Aqui, são mais de 152 mil ressonâncias magnéticas a cada 1 mil habitantes. De acordo com outro estudo, este do UDF, em junho de 2020 foram realizados 160.086 exames de tomografia computadorizada no país.

No ano anterior, no mesmo mês, foram 64.745 – um aumento considerável. Os exames são fundamentais para um diagnóstico correto das patologias. Médicos, hospitais e especialistas indicam que esses procedimentos influenciam em 70% das decisões médicas.

Seja para tratamentos, altas, em internações e medicamentos. No entanto, todo exame médico apresenta riscos, alguns em maior ou menor grau de perigo. Por isso, os pacientes só devem passar por esses procedimentos se realmente precisarem.

O que as pesquisas mostram é que no Brasil, há um superdiagnóstico, um pedido excessivo de exames no setor privado. O motivo para isso não é o cuidado desmoderado – muito pelo contrário. 

O real motivo para os médicos brasileiros pedirem tantos exames é um só: a lucratividade do Sistema de Saúde Complementar. A prioridade não está sendo a saúde das pessoas, mas sim, o quanto é possível lucrar sobre as suas patologias.

Este é apenas um dos problemas morais e éticos do sistema privado de saúde. Entenda como a – que podemos chamar de – máfia dos exames médicos acontece e, principalmente, como a saúde dos beneficiários estão em risco com isso.

Planos de saúde: há um claro conflito de interesses

Segundo especialistas da área, existem três possíveis motivos para o número excessivo de exames: falha na formação de médicos, má remuneração das operadoras aos prestadores de serviço e, principalmente, interesses financeiros de hospitais e laboratórios.

Não é novidade para ninguém que vivemos em um mundo onde o dinheiro fala mais alto, isso é um fato. No entanto, espera-se que na área da saúde, este cenário seja diferente e a qualidade de vida e bem-estar da população seja a prioridade.

Mas, infelizmente, não é o que acontece. Há denúncias de que médicos recebem bonificações por pedidos de exames. São comissões, reconhecimento e outros benefícios.

Quanto mais exames pedir, mais o profissional ganha. Muitos profissionais da área que não se identificam, é claro, comprovam que estas situações acontecem na grande maioria dos hospitais privados.

Isso porque os procedimentos não são baratos e as operadoras de saúde pagam aos hospitais pelos custos com aparelhos, exames, entre outros processos. Uma situação comum, que muitos reclamam e se identificam é a seguinte:

Ir em consultas médicas que duram menos de 15 minutos porque o médico não prestou atenção no que o paciente falou e tampouco se esforçou para solucionar o problema, apenas indicou alguns exames e disse “quando sair os resultados, retorne comigo”.

É o dinheiro falando mais alto que a saúde, bem-estar e qualidade de vida das pessoas. Mais que um problema moral, é uma questão ética – a qual envolve médicos que passaram anos estudando e prometeram cuidar dos pacientes acima de tudo.

A realidade é outra! O principal problema nessa situação toda é que a saúde das pessoas podem ser comprometidas pelo superdiagnóstico. Exames em excesso fazem mal e é perigoso. 

Ao se deparar com médicos que pedem muitos exames, muitas pessoas se sentem confortáveis e seguras. Afinal, esses profissionais devem estar realmente preocupados em solucionar o problema, não é mesmo?

Como vimos, a verdade é bem diferente. Entenda!

Qual o risco do superdiagnóstico com exames para as pessoas?

Existem alguns pontos a serem abordados neste tema. O primeiro é que os exames custam caro, por isso, com os pedidos excessivos, há um prejuízo de recursos financeiros e tempo por parte dos hospitais.

Com isso, pessoas que realmente precisam do procedimento podem ter que esperar mais do que o necessário para consegui-lo. Pacientes que não precisam ocupam o espaço de quem realmente necessita do exame.

Essa por si só já é uma questão preocupante. Mas, o problema mais urgente é que todo exame apresenta riscos à saúde das pessoas – sem exceção. Alguns são mais perigosos e invasivos do que outros, é claro.

Colocar pessoas que não precisam em situações de riscos é, no mínimo, irresponsável. Os exames de imagem, por exemplo, expõem os pacientes a uma certa quantidade de radiação, o que pode causar alguns problemas – quando feito em excesso.

São procedimentos totalmente necessários e benéficos, quando feitos da maneira mais adequada, com cautela e somente se a pessoa realmente precisar dele.

O que fazer perante essa situação?

O mais recomendado é que os beneficiários fiquem de olho na atitude dos médicos e questionem a quantidade de exames – sempre desconfie. Ainda mais quando o profissional parece pouco se importar com seu problema.

Se possível, procure por planos de saúde éticos, responsáveis e que priorizem a saúde de fato. Algumas operadoras, como a SLAM, não bonifica seus profissionais por quantidade de exames e sim por casos solucionados.

Ou seja, os médicos credenciados em nossa rede só são reconhecidos se tiverem um resultado satisfatório com os pacientes. Além de nos certificarmos que contamos apenas com profissionais éticos, de confiança e qualidade.A dica é: contar com planos de saúde, hospitais e operadoras que são conhecidos por cuidar das pessoas de fato. Conte com a SLAM.

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SLAM – SANTA LUZIA ASSISTÊNCIA MÉDICA S/A – CNPJ: 36.751.634/0001-23