Operadora de saúde SLAM denuncia o caos da COVID-19 no setor de saúde privado

O setor precisa criar ações de enfretamento da Covid-19 e não apenas pensar em seus interesses econômicos e financeiros, distanciando-se do objetivo principal que é salvar a vida dos usuários.

Tiago Pechutti Medeiros, presidente da SLAM

Diante desta realidade o que se vê são clínicas e demais serviços de saúde abarrotadas para realização de procedimentos eletivos e assim descumprindo o distanciamento social, além de profissionais médicos omitindo a realidade dos fatos cujo objetivo, frisa-se novamente, está relacionado com o aspecto financeiro, desprezando-se a vida. A pandemia da COVID-19 no Brasil teve início em meados de fevereiro de 2020 e desde então já ultrapassou o número de mais de 480 mil mortes. São vidas e vidas perdidas, que deixaram de ser números e passaram a ser pessoas próximas: amigos, familiares, pais, mães, esposas, filhos e filhas. Quando se fala em pandemia, a responsabilidade não se limita a um setor específico, daquele governo ou de um gestor público. A pandemia é do Brasil, todo a população tem responsabilidades sobre as ações que são necessárias para o enfrentamento dessa crise que atinge o mundo e assola o país de norte a sul. Ela gera implicações nos serviços de saúde, seja ele público ou privado, bem como causa grandes impactos econômicos e sociais, mostrando mais ainda as mazelas existentes em nosso país. Pode-se afirmar que o vírus não faz distinções de classes sociais, portanto todos estão à mercê do impacto que ele possa causar em nossas vidas. Atualmente, estamos passando por uma segunda onda de contaminação de COVID-19com alto número de mortes, uma média móvel de 1.764 mortes/dia e, infelizmente com expectativa de uma terceira onda (nesta incluindo a cepa indiana do vírus, denominada de Delta (B.1.617)), que possui alto poder de infecção atingindo pessoas mais jovens, inclusive levando-as a necessidade de internação em leitos de UTI’s e no pior caso ao óbito.

Como ações para frear a contaminação da COVID-19 são adotadas diversas diretrizes, incluindo as orientadas pela OMS – Organização Mundial da Saúde – uso de máscara, distanciamento social e outros cuidados, além das ações traçadas pelo Ministério da Saúde, governos estaduais e municipais. Ocorre que por diversas vezes, as ações para contenção da COVID-19 traçadas pelas esferas governamentais são distorcidas por órgãos regulatórios e decisões judiciais sem convergência e conflitantes com as políticas traçadas. Levando em consideração que a pandemia é uma responsabilidade de todos, isso inclui o setor privado de saúde e, consequentemente a saúde suplementar, que tem mais de 40 milhões de beneficiários em planos de saúde no Brasil, representando aproximadamente 25% da população brasileira.

Para Tiago Pechutti Medeiros, presidente da SLAM(operadora de plano de saúde de Brasília) esse cenário precisa urgentemente de medidas acertadas e pontuais. “Cabe também ao setor privado de saúde criar diretrizes, políticas e ações para contenção do Vírus da COVID-19, situação que alguns participantes do setor privado de saúde têm negligenciado em prol dos seus interesses econômicos e financeiros, distanciando-se do objetivo principal que é salvar vidas. Um dos problemas que o setor privado precisa encarar caso aconteça uma terceira onda da COVID-19 é a alta taxa de ocupação de leitos de UTI1s, que nos primeiros dias do mês de junho/2021 teve cerca de 80% dos leitos ocupados, com estados ultrapassando a marca de 90% de disponibilidade de vagas. No Distrito Federal, por exemplo, a taxa de ocupação de leitos em hospitais privados, segundo dados disponíveis em 11/06/2021 do Infosaúde/DF, há hospitais que já não tem nenhum leito de UTI disponível para pacientes da COVID/19 e quanto tem não passa de apenas uma vaga. São números que preocupam, pois existe uma grande demanda de beneficiários de planos de saúde no setor privado, que como já mencionado, a saúde suplementar representa cerca de 25% da população Brasileira. Além da preocupação com a ocupação de leitos de UTI, outro fator que deve ser encarado pelo setor privado de saúde é a disponibilidade de insumos médicos hospitalares, que com a realização de procedimentos eletivos que precisa de bloqueio de leitos de UTI’s pode comprometer a disponibilidade de insumos e de leitos para os pacientes infectados pela COVID-19, incorrendo no descontrole da gestão de saúde e resultando em um alto número de mortes. Estamos diante de uma crise global pandêmica de saúde e no topo dessa cadeia está a medicina. Quando falamos em serviços de saúde privados não estamos tratando apenas de hospitais, mas de toda uma cadeia que engloba este setor que também inclui operadoras e seguradoras de planos de saúde, médicos, clínicas, laboratórios e demais prestadores de serviços de saúde. Toda essa cadeia para realização de atendimento não urgente, que não representa risco imediato para o paciente expõe nossos beneficiários a contaminação pela COVID-19, uma vez que se deslocam até a unidade de atendimento, muitos por meio de transporte público, promovendo aglomerações em suas recepções que não tem estrutura para o distanciamento necessário, precisamos mudar este cenário”, finalizou Tiago.

O que vemos são clínicas e demais serviços de saúde abarrotadas para realização de procedimentos eletivos e assim descumprindo o distanciamento social, além de profissionais médicos omitindo a realidade dos fatos cujo objetivo, frisa-se novamente, está relacionado com o aspecto financeiro, desprezando-se a vida.

Via: Times Brasília

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